sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

#BeijaFélixENiko




Pausa no BBB (mané pausa, nem escrevi ainda sobre!) pra falar sobre Amor À Vida. Eu abandonei de um tanto esse blog que não cheguei a escrever nada sobre essa novela! E olha que opinião foi o que não faltou. Depois da avalanche que foi Avenida Brasil, começando com Genésio morrendo e Rita sendo jogada por Carminha e Max no lixão, seguindo pro desastre que foi Salve Jorge, começando com Morena desacatando uma autoridade orgulhosinha da Estrela, começar uma novela do Walcyr às 21h (a primeira dele) com um conflito cruzado entre pai e filho e mãe e filha, o filho gay enrustido malvado até o último fio de cabelo, capaz de jogar a própria sobrinha numa caçamba (palavra recorde de menções nas redes sociais em 2013) e ainda assim cair nas graças do público por ser tão somente uma bicha engraçada (mas a da vida real, que todo mundo conhece, não a do Zorra Total) foi um alívio enorme!

O que se seguiu foi uma série de reviravoltas que renderam comentários desde “impressionante como o Walcyr entendeu o ritmo de novela das 9” até “que porra de diálogo é esse que só se fala em bigodinho há 2 semanas”. E no meio disso tudo, duas revelações incríveis: 1) Tatá Werneck, não-unânime, uma estrela! Núcleo cômico foda, Elizabeth Savalla maravilhosa e Tatá que nasceu pra isso. Não dá pra imaginar ninguém num cross-content com um programa como o BBB segurando 18h de imersão no personagem, improvisação e fazendo um conteúdo inacreditavelmente bom e hilário sem parar. 2) Félix. Sempre ele. Só ele. Mentira. Agora na reta final, ele e o Carneirinho. Quem diria que a gente já veria antes de envelhecer um casal gay como o protagonista de uma novela das 9 da Globo. O Walcyr pode ter errado a mão em várias coisas nessa novela (Malvino canastríssimo e Paola que, se pegar mais uma mocinha insuportável dessas, já pode pedir música no Fantástico), mas acertou em cheio no caminho da redenção do Félix. Se fazendo valer da licença poética que toda novela precisa ter (que faz até com que o tratamento dado a uma autista seja totalmente questionável) e usando o humor como forma de ganhar o telespectador, ele deu ao personagem o que lhe faltava para que ele recuperasse o senso de humanidade: amor. Em todos os níveis, da babá ao melhor amigo que se apaixona por ele apesar dos defeitos.

Ninguém nunca vai ouvir da minha boca que o tão falado beijo é um detalhe perto do que tem sido mostrado, porque eu volto a repetir que não mostrá-lo é tratar uma relação homossexual de forma diferente de qualquer outro tipo de relação afetiva e sexual que as novelas mostram à exaustão e isso não contribui em nada (pelo contrário) com a função social que a televisão aberta e o conteúdo de entretenimento que ela produz tem SIM com a formação cultural do brasileiro. Mas também é importante pontuar que nunca a intimidade entre duas pessoas do mesmo sexo foi mostrada de forma tão natural (mesmo sem beijo) e tendo como protagonistas dois estereótipos que não têm a menor vergonha de serem quem são. Félix, apesar de enrustido, nunca tentou esconder seus trejeitos (até porque era impossível). O Niko do Thiago Fragoso começou meio duvidoso, mas o ator entendeu que não precisava cair na caricatura pra mostrar delicadeza (tô doido pra fazer piada de bateção de bunda mas acho que não cabe nesse post que é sério hahahahahaha).

Esse post no blog do Luciano resume isso tudo ressaltando tanto a beleza de uma cena quanto o talento dos atores e ainda é entitulado pelo refrão da música da Heather Small, “Proud”, que foi uma escolha impressionante da Globo pra tratar da história dos dois, tanto pela letra, que fala de orgulho, libertação e coragem, quanto pela memória afetiva de quem foi espectador de Queer As Folk, o seriado mais escancarado sobre o universo gay que já existiu. Em tempos de Kaiques e discussões sobre leis que punam crimes de ódio devidamente (independente do resultado dessa investigação específica), há de se aplaudir o Walcyr e a direção de Amor à Vida por esse feito.

PS: reza a lenda que foram gravadas 3 versões de cena hoje entre Félix e Niko: uma com beijo, uma com selinho e outra sem beijo. Vamos acompanhar! 

Update: rolou o beijo! Numa cena linda, cheia de amor. Momento histórico! :)

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Vida tem trilha sonora


Vida deveria ter trilha sonora. Tinha até uma comunidade bem famosa no finado Orkut com esse título. A bem da verdade é que vida tem trilha sonora sim! Por isso que o “Na Trilha Da Canção", novo programa da Sarah Oliveira, que estreia no GNT dia 4 de setembro às 23h30, faz tanto sentido. Ali ela não só mostra que essa frase é real como destrincha essa tal de trilha.

Eu detesto ser clichê quando falo de TV (apesar de ser meio impossível às vezes) e exatamente por isso não vou dizer que a câmera ama a Sarah. Na verdade a câmera ama o que a Sarah faz com a TV. Ela é tipo a sua amiga da rua, a sua bróder da oitava série (saudade, Michelle!) ou aquela veterana gente boa que te leva pra tomar uma cerveja com os caras da sala dela ao invés de te dar trote só porque você é bicho. Do tipo que senta numa buena com o pé na cadeira e faz questão do copinho americano e te olha interessada enquanto você fala da vida, a Sarah é tipo uma catalisadora de momentos bacanas. Ela conduz a história mas faz zero questão de ser protagonista dela porque quer mais é que seus convidados brilhem.

Menina de tudo, intimamente encantada por aquela gente com quem troca idéia, ela só amplia a sensação que a gente tinha de quando era adolescente e se trancava no quarto ouvindo música.

O “Na Trilha Da Canção”, além de te pôr em contato com ídolos e compositores de músicas que fazem parte da sua memória afetiva (pra mim, por exemplo, ouvir MPB me remete, ao mesmo tempo, ao cheiro da sala da minha avó e ao abraço de uma turma de 30 negos que se conheceram num bar apertado na Vila Madalena há quase 10 anos), te dá sensação de intimidade com essas pessoas, além de te fazer pensar nos vínculos que todos nós criamos entre as canções que compõem a nossa história. E te dá uma outra visão das letras, dos fatos,
te faz rir, te emociona, te faz sentir mais parte.

Quando a MTV fez 20 anos eu terminei meu post de aniverário dizendo que eu queria muito que os ex-VJs pudessem continuar inovadores onde quer que fossem seguir carreira, mas agora falando pros que viraram adultos mesmo sem querer. Virar adulto sem querer, pra mim, é continuar trilhando a vida com música tema pra cada momento. E continuar se emocionando, se apaixonando... O "Na Trilha Da Canção" faz tudo isso pela gente inovando na coisa mais legal que um comunicador de TV pode fazer: contar histórias.


Repetindo: 4 de setembro, às 23h30, no GNT.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Salve Jorge: a novela que poderia ter sido

Estava eu, numa quarta-feira qualquer, atormentado pelo futebol semanal que acaba com a vida de quem só tem uma TV aberta pra chamar de sua e uma falta de afinidade com o esporte bretão, quando resolvo assistir pela 109ª vez a Kill Bill, Vol. 1, clássico de Quentin Tarantino. E qual não é a minha surpresa ao perceber que, com exceção da falta completa de vontade da Glória Perez de enredar uma trama como se deve, Salve Jorge poderia ser uma novela de sucesso.

Vamos aos fatos:

A trama:
Vingança porque acabaram com a minha vida.

O motivo da vingança:
Além de acabarem com a minha vida, levaram minha filha.

A mocinha:
Kill Bill: Beatrix era uma loira linda, treinada pelas artes marciais e que foi emboscada enquanto noiva.
Salve Jorge: Morena era uma morena linda, treinada por um traficante de drogas e que foi emboscada enquanto dançarina de funk.

Os mestres:
Kill Bill: Pai Mei
Salve Jorge: Delegada Helô
Ponto em comum: estão sempre na estica e aplicam uns golpes que você não consegue nem acompanhar de onde saíram. E ainda no final ajeitam o cabelo/barba como se nada tivesse acontecido.

Os vilões (por ordem de vingança no Kill Bill):
Kill Bill: Vernita Green
Salve Jorge: Rosângela
Ponto em comum: se iludiram que poderiam ser iguais aos demais vilões, se enfiaram até as tampas no crime mas tentaram se redimir quando encontraram um trouxa que as sustentassem. Se foderam no final.

Kill Bill: O-Ren Ishii
Salve Jorge: Wanda
Ponto em comum: achavam que dominavam a porra toda, angariavam cúmplices por todos os lados, mas morreram pela peruca.

Kill Bill: Budd
Salve Jorge: Russo
Ponto em comum: só têm a cara de mau e até fizeram a mocinha sofrer no decorrer do processo, mas se foderam porque acreditaram em mulheres que não queriam nada com eles.

Kill Bill: Elle Driver
Salve Jorge: Irina
Ponto em comum: as louras más que juram que são alguém na noite mas não têm mais juventude pra agüentar o tranco.

Kill Bill: Bill
Salve Jorge: Lívia Marini
Ponto em comum: se achavam os reis da cocada preta, só foram meter a mão na massa no final mas acabaram morrendo pelo coração (bonito isso).

Personagens secundários:
Categoria nepotismo: o braço direito da vilã secundária:
Kill Bill: o irmão da Lucy Liu
Salve Jorge: Junno, o namorado da Xuxa

Categoria tentativa de humor: a hostess do bar:
Kill Bill: Charlie Brown
Salve Jorge: Dona Diva

Categoria ainda tem que comer muito feijão com arroz: o projeto de vilã:
Kill Bill: Gogo
Salve Jorge: Maria Vanúbia

Cenários da batalha:
Onde tudo acontece:
Kill Bill: EUA (Califórnia) e Japão (Tokio)
Salve Jorge: Brasil (Rio) e Turquia (Istambul)

Paraíso paralelo:
Kill Bill: México
Salve Jorge: Capadócia

Línguas secundárias:
Kill Bill: japonês e mandarim
Salve Jorge: turco safado e português do morro

Armas utilizadas:
Kill Bill: espadas Hattori Hanzo e tapa na cara
Salve Jorge: um revolvinho mequetrefe, uma seringa com Ades de maçã e tapa na cara

Meio de transporte:
Kill Bill: a Pussy Wagon chamativa
Salve Jorge: o jatinho da ponte aérea Brasil-Turquia não cadastrado na ANAC

Erros (porque nem o Tarantino está livre):
Categoria cabelo:
Kill Bill: Beatrix alterna entre cabelo curto repicado e comprido “estou há 4 anos em coma”
Salve Jorge: Morena alterna entre cabelo de propaganda de shampoo e crespo “are you leaving the Supremes?”

Categoria “não tem ninguém vendo?”:
Kill Bill: Beatrix mata Buck no hospital onde estava em coma há 4 anos e o companheiro que foi servir-se dela e fica 13 horas no estacionamento tentando movimentar o dedão do pé.
Salve Jorge: Morena vai pra igreja no meio da madrugada dar uma rezadinha básica, encontra Théo mas não encontra os bandidos que estão por toda a parte, justificando sua reclusão num hotel.

Conclusão:
P: Por que Kill Bill é infinitamente melhor que Salve Jorge?
R: Por que em Kill Bill não tinha o Théo.



PS: algum Diretor de Arte amigo podia transformar isso numa tabela comparativa e presentear este que vos fala, né? Só, assim, uma sugestão. Grato.

terça-feira, 19 de março de 2013

Salve Jorge: demole tudo e faz um estacionamento


Salve Jorge é uma novela tão incrível que eu não sei como até hoje eu não escrevi um mísero post sobre ela (na verdade eu sei: o BBB tava consumindo muito a minha vida, mas a Fani saiu e o programa acabou pra mim). Mas eu entendi essa novela é basicamente o melhor programa da TV aberta na atualidade! Vamos aos fatos:

Pra começar, recapitulando meus 3 principais motivos pra assistir a essa novela:
1. Narjara Tureta: infelizmente entrou no rodízio de atores da Glória Perez e consegue aparecer menos que a Zoraide;
2. Vera: assumiu a terceira idade e passa a vida sentada atrás de uma cortina de miçangas fazendo caras e bocas. Nem quando dá de louca convence mais. Retiro dos Artistas DJÁ!
3. Thammy: ela não anda. Ela desfila. Ela é top, capa de revista. Melhor elenco de apoio DO MUNDO pra melhor (única, na verdade) coisa boa dessa novela:

DELEGADA HELÔ!
Sério, deviam fazer igual a Torre de Babel, botar a maior parte do elenco num shopping e explodi-lo, deixando só a delegada Helô, o Stênio, a Creuza e a Thammy. Aquela filha dela que namora o mano das californianas podia trabalhar de vendedora da Arezzo do shopping, pra não escapar. A Betty Gofmann tinha que ser a moça do balcão de informações, bem no meio dele. A Neusa Borges, o Mussunzinho, a Deuzuíte com o Pescoço, a Maria Vanúbia, o Celso e a família inteira da Nicete Bruno (menos ela e a cachorrinha fofa) seriam levados por um tour pelas instalações por ninguém menos que a Lisandra Souto, a primeira a voar pelos ares na explosão.

Delegada Helô, então, seria tipo uma versão 2.0 da Justiceira da Malu Mader. Thammy seria uma versão mais máscula do Leonardo Brício, fazendo um triângulo com o Stênio. Dava até pra aproveitar a Cissa como a melhor amiga coadjuvante, que aparece pra ter conversa de mulherzinha pra aliviar a tensão. Seria um sucesso, afinal, Delegada Helô é o ideal da mulher moderna. Linda, gostosa, bem vestida, ousada, boa profissional, honesta, corajosa, desperta tesão no marido de mais de 20 anos e tenta ser boa mãe, mas a filha é uma bosta. Exatamente por isso que ela será excluída do seriado. A Estrela vai voltar a ter relevância definitiva com a linha de bonecas da delegada Helô (bem mais do que a tentativa de revival do Ferrorama). A pulseira dela vai causar briga de tapa entre as habitués da R. 25 de Março. Donas de casa farão milhares de macacões com cortinas velhas da sala. Enfim, Glória Perez não sabe ganhar dinheiro.

Mas, voltando à novela, e o que me fez enxergá-la com outros olhos foi exatamente encará-la como um eterno núcleo cômico! Vejam bem:

Núcleo Falha Nossa:
Morena: garrei amor e acho de fato a atriz bem boa, a não ser quando está na Turquia e a umidade do ar enrola seu cabelo numa vibe toda “Are you leaving the Supremes?” da Monica do Friends. Fora que ela tá grávida há anos! Vai nascer mais bebê dali do que da grávida de Taubaté, juro.

Núcleo Zorra Total:
Vou nem me estender escrevendo. O Morri de Sunga Branca fez A MELHOR ANÁLISE EVER da cena da morte da Ana Breatriz Nogueira que, sabiamente, pediu pra sair. Sorte da atriz, que era só enteada da Nicete Bruno (se fosse filha tinha toda uma outra trama dramática) e numa versão menos intensa da Natália do Vale, ou seja, o perfil não faz falta. Se não rolar explosão de shopping, sou bem a favor da galera imitar. Ou fazer igual André Gonçalves e Cristiana Oliveira que não aparecem há uns 2 meses, mas devem continuar recebendo salário.

Núcleo Tapas e Beijos:
Flávia Alessandra quer casar. Compreensível depois de Marcos Paulo (que Deus o tenha) e Otaviano Costa (tá a cara William Bonner do Pânico). E pra isso aceitou o pior papel da história da teledramaturgia nacional: Théo a trocou por Morena duas vezes, beijou a melhor amiga, passou a gravidez inteira (da Morena, no caso) chorando de saudade da ex no colo dela pra, por fim, dizer que era o que tinha pra hoje e convidá-la a morar com a sogra. Juro que não sei o que é pior: se tudo isso ou quase morrer do coração de susto cada vez que a Mamushka aparece na sala de surpresa e a gente lembra que ela também faz parte do elenco. Isso sem contar que ele vai chifrá-la com a Lívia Marini, porque Cláudia Raia cansou de só fazer expressões faciais diferentes quando ataca com sua seringa paralisadora.

Pensando bem, Roberto Carlos... você não merecia.

segunda-feira, 4 de março de 2013

BBB 13: Otite


Logo após o último post, quando eu disse que, tirando Fani, queria mais que todo mundo se explodisse e que a falta de apego por alguém estava deixando esse BBB um porre, uma coisa muito séria começou a me atormentar: a possibilidade de vir a me apegar à Kamilla.

Tudo começou quando Maroca resolveu perder o milhão sozinha bancando a moralista recalcada pra cima da Kamilla, criticando-a por ter pudores em não mostrar a calcinha mas não tê-los para beijar o Eliéser. OI? Isso sem contar que ela tinha acabado de voltar do seqüestro relâmpago no SPA e, no minuto em que entrou na festa berrando, negada demorou uns 10 minutos pra ir falar com ela. Foram porque tinham mais preocupação em saber se ela tinha voltado líder como Maroca do que se tinha sarado da tosse que, segundo o André, poderia tê-la matado (ai, esse povo sequelado me cansa, juro). E aí, aquela coisa... rejeição gera compaixão, coração fica apertaaaaaado...

No fim, depois de terminar com o namorado porque ele tinha pinto pequeno (HAHAHAHAHAHAHA!), foi pro paredão com ele e voltou. O duro é que mesmo ela sendo excluidinha e tal e ter feito uma única amiga (capachona, que apanha mais da BFF que do projeto de príncipe que ela arrumou), Kamilla é fake demais pra que eu me apegue. Começou com um chororô pra gralha mor que logo foi desmascarado. Tenta loucamente chorar mas não escorre uma lágrima. Conversa sozinha na academia sobre seus pensamentos e briga o tempo todo com Fernanda com medo que os conselhos da amiga a prejudiquem porque é a rainha da câmera, esperta que só ela. Mas gritar o tempo todo não me convence, como nem a ela mesma convencia o jeito calmo de Marcello ao tentar desestabilizar a galera. Já vai tarde, by the way.

A questão é que, apesar de tudo isso, Kamilla movimenta a casa, além de ter uma sorte do cacete, já que acabou de virar líder de novo (sorte, claro, porque nem Bial teve paciência pra explicar a prova nem o povo lá teve tutano pra pensar estrategicamente em quem escolher), ao contrário do resto do povo. Pelo menos pode servir de escada pra Fani, que resolveu ser sua amiga, fazendo a defensora dos fracos e oprimidos (beijo, Siri!). De verdade, pra mim tanto faz sair Nasser ou Maroca agora. Se Nasser sair agora, a Santinha do Bial ou vira Natália ou se caga de medo de estar sendo “mal-interpretada” aqui fora e ter escolhido o “lado errado” (se bem que nunca vi um BBB chegar no final do segundo mês sem ter grupo NENHUM definido, vejam só). Se Anamara sair, é menos uma gralha assoberbada gritando.

E só pra completar, já que o programa tá tão boring que nem rende uma lauda, leiam o atrevimento desse que vos fala querendo dar pitaco sobre quem critica BBB aqui! MÃE, TÔ NA GLOB...OPS! NO IG!

#FicaFani

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Quesito: carisma. Nota: zero

Imagem: blog Cartas Para Pi

Quando essa edição começou, eu disse que teria potencial pra ser o melhor BBB ever. E tem mesmo! Em termos de jogo tá incrível – tirando, obviamente, as incansáveis tentativas vergonhosas do Bial de minar a politicagem de todo mundo em frente às câmeras. Queridão, seu chefe resolveu encher a casa de veterano e de dois negos que passaram uma semana em contato com o público numa casa de vidro pra intimidar os novatos. Ser político “ao vivo” é a única arma que eles acham que têm pra evitar exposição negativa! Deal with it!

Bom, depois que o Dhomini foi embora, aconteceu tanta coisa que precisava mesmo ter escrito um post por semana:
- Maroca foi a protagonista do primeiro twist, tendo sido falsamente eliminada, pra frustração do Eliéser que, rei da câmera, reclamou de não ter nem podido justificar o voto e ainda pagou cara de cu ao vivo quando ela voltou
- Maroca ficou insuportável achando que era a preferida mas deu a melhor justificativa DO MUNDO pra indicar Aslan
- Nat nos mostrou o pipi do Super Yuri e engatou um romance pastelão patético com ele
- A produção ignorou que Fani precisa de medicação
- Eli atendeu o primeiro Big Fone e comeu metade do Globo Repórter pra pôr um colar totalmente inútil no pescoço da Anamara
- Yuri foi impressionantemente eliminado porque estava com o rei na barriga, ficando com cara de Irislene na saída (aquela cara de quem se jurava tão protagonista que não consegue nem chorar quando sai) e botando Maroca de volta ao seu lugar (pelo menos pra isso serviu)
- Kamilla virou protagonista

Só que, mesmo com tudo, tô achando tudo um cu porque, tirando Fani, eu não gosto de ninguém! Só aconteceram coisas relevantes com os veteranos porque os novatos têm o carisma de uma ostra e eu cago baldes pra eles. Faz uns dois anos que me impressiona o Boninho ter perdido a mão na escolha de participantes. Eu já abracei o Jean Wyllys na rua, troquei meu avatar do twitter por uma foto da Leka e quero muito ser amigo da Priscila do BBB 9, do mesmo jeito que cuspiria na cara do Dr. Marcelo, porque o ódio também é uma espécie de paixão. Mas nesse BBB, tirando a Fani, eu quero mesmo que todo mundo se exploda. E me diz se eu não tenho razão:

Comecemos pelo trio enganação:
Andressa: jura que é menina ingênua do interior. Não tem o menor respeito nem pela Gadu que tá pegando e ainda vai morrer pela língua.
Nasser: jura que é hétero. Perdeu pontos quando deu um beijo no Eliéser antes de lhe dar o colar que poderia o colocar no paredão.
Ivan: jura que é relevante. A edição até tentou lhe dar função colocando-o como ponta de um triângulo inexistente com Andressa e Nasser, mas o gato da festa pegou esse papel antes.

Bloco da baixa auto-estima:
Marien: chata, insegura e recalcada. A única cena boa que protagonizou foi a briga com Kamilla ontem, que compensou a babaquice de tentar convencer todo mundo que Eliéser é (cof!) calculista. Hahaha!
Fernanda: precisa explicar? É tão coitadeza que encontrou em Kamilla sua melhor amiga.

Cordão da auto-estima elevada (o que não significa nada):
Anamara: depois de baixar a bola com a saída do Yuri, pode muito bem ganhar esse programa. E, perto de Kamilla, conviver com Maroca é uma delícia!
Eliéser: tadinho... é graduado e pós-graduado, fez 169 eventos em um ano e sofreu bullying do Boninho  em todos os twists do programa. Mas sua auto-confiança o fez gritar no quintal pedindo força pro seu fã-clube (que no twitter passou de 1000 seguidores ontem), sem saber que teve a cena cortada :P

Os parasitas:
Natália: só funciona com um potencializador: álcool, Fani ou Yuri. Sem um dos 3, fica inanimada, em simbiose com gente como Marien.
André: só existe com Fernanda, que o apelidou de príncipe (pra mim ele parece um calango fantasiado de Fiuk) e o pôs no jogo. Sem ela, é só um maconheiro sequelado.

A protagonista do meu coração:
Fani: mesmo sem ter o menor dom pra isso desde o BBB 7, pelo menos agora ela se posiciona, se compromete e abraça o jogo. Mas independente disso, é a única que me desperta amor. Quero ser amigo, sabe?

A antagonista:
Kamilla: chata e insuportável de propósito (só pode), chora sem derramar uma lágrima e abandonou a tática do  coitadismo assim que todo mundo fez "ai, tá". Berra "eu te amo" pra Fernanda a cada 5 minutos desde a prova do líder e é bom que continue porque a soberba já tá fazendo até Marcello se afastar.

Ah, Marcello! Esqueci dele! Bom, agora que Yuri saiu, já podem eliminá-lo. Chato problemático que tenta desestabilizar as pessoas mas seu talento só atinge o SMARTÃO do Eliéser.

Viram? Não tá puxado?

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

BBB 13 e os valores da família brasilzzzzzz...

Imagem: Blog Como Assim Bial?
 
BBB, né, gente? Reality show... programa que denigre a cultura do país... do qual todos nós, telespectadores, deveríamos nos envergonhar... que depõe contra a nossa inteligência, forma caráter, deturpa a cabeça das criancinhas, bate na sua mãe E na sua vó, ultrapassa seu carro no trânsito sem dar seta e, como se não bastasse, acaba com seu plano do Claro Controle antes do dia 15 só porque você PRECISA eliminar aquela pessoa intragável que destrói os valores da família brasileira.

Pois bem. Vamos fingir que eu realmente me importo com tudo isso e que estou usando esse (meu próprio) espaço como uma espécie de rehab. Vou começar então pelo desabafo: a gente PRECISA eliminar o Dhomini.

Dhomini é o estereótipo do matuto, caipirão, bonachão, que você adoraria ter na turma pra animar seu churrasco e rolar na grama e te chamar de amor de tanto rir de seus causos tão espirituosos. O limite é quando a graça não existe mais. Que é onde geralmente começa a apelação. E pra quem tem dúvidas disso, é só dar uma varrida rápida na programação humorística atual da Globo pra entender (tirando o “Louco por Elas” que é muito amor).

Dhomini voltou, depois de 10 anos, sendo exatamente o mesmo cara que era no BBB 3. Já agarrei amor. Era aquele cara do churrasco e tal. Pula a parte que ele tá casado, com dois filhos pequenos e a mulher grávida de 5 meses, e que já ganhou e perdeu tudo porque né? eu não tenho nada com a vida “lá fora” de ninguém; e vamos pra parte que ele começa a lançar frases machistas tipo “só cumprimento mulher porque tem b***ta” (mas que nego não se abala porque no interior é assim. Mentira: na roda do futebol da firma na maior metrópole do Brasil é assim) e diz que ARRANCOU OS DENTES DE UM CACHORRO COM UM MACHADO, UM POR UM, AOS GRITOS DE ‘NÃO! NÃO! NÃO’ do povo do sítio onde morava, como se fosse a coisa mais natural do mundo. Ok, ele desmentiu ontem. Só que piada a gente ri ou desmente na hora, que é pra ter graça. Essa não teria de qualquer forma, mas mesmo assim, verdade ou mentira, o cara tem que ser responsável minimamente pelo que diz em rede nacional, tendo a popularidade que ele sabe que tem.

Isso tudo pra chegar na minha teoria de que os candidatos para os quais torcemos ou os argumentos que usamos para isso dizem muito sobre as nossas pessoas. Enquanto este senhor não desmentiu sua “piada”, o que se viu foi uma enorme quantidade de gente justificando o ato como “é só um cachorro”, “na roça é assim” e etc, enquanto o mesmo público tirou a Aline porque é “grossa, mal educada, denigre a imagem de quem vive no morro, escrota” e tudo o mais. Porque no fim, não importa o que você diga, o que importa é ter bom humor. Ser agressivo não pode, porque reflete o nosso comportamento quando estamos acuados – caso de quem está preso na casa e, mais especificamente no caso da Aline, com uma necessidade infantil (mas deliciosamente pastelônica) de se impor numa casa em que todo mundo aparentava (pra ela) ter um grau mais elevado de instrução. Reflexo e conseqüência da intolerância.



Recap do jogo:
Fazendo um parênteses rápido (tem mais análise do jogo no texto da Jessica de ontem!), Dhomini resolveu se isolar e bancar a vítima em mais uma tentativa desesperada de estratégia que convença o público Datafolha, como definiu minha amiga e parceira de BBB Chiara Martini. Eu espero que não funcione por ser só triste e decepcionante. Mesmo. Não é pra isso que eu assisto reality show (repito) como forma de entretenimento. Nesse ponto, Maroca me dá mais. Duplo argumento pra que ela fique.

E pra não passar em branco, já que tem muita gente naquela casa, eu tiraria de cara: KamillaSalgado (por motivos de ódio), a Princesa Barbuda (por motivos de sanidade) e o namorado (por motivos de já termos Marcello), Aslan (chato pra porra), Marien (qual a função?) e Andressa (ela AINDA jura que dá pra carregar a bandeira de capiau ingênua porque acredita que no escuro só o Nasser vê?). Já fico mais do que satisfeito com Maroca berrando, Nat bebendo, Fani sensualizando e Yuri ganhando. O resto é tudo figurante.