terça-feira, 28 de setembro de 2010

"Uma... xícara... de... chá... de..."


E no meio de tanta coisa acontecendo, uma notícia triste: Palmirinha Onofre parou de apresentar o TV Culinária na Gazeta depois de 11 anos fazendo nossas vidas (a das donas de casa e dos que estão de férias, claro) mais feliz. Isso sem somar os anos em que cozinhou esporadicamente no Note & Anote quando a Ana Maria Braga ainda usava franja e rabo de cavalo devidamente platinados.


Enquanto Ana Maria é tipo a nossa mãe (só que com dinheiro e um quê de periguetismo), ensinando receitas, entrevistando famosos com perguntas típicas de mãe, entendendo pouco de tecnologia nos merchandisings de notebooks e, principalmente, nos dando ensinamentos de vida nas mensagens que me fazem chorar todo dia de manhã, Palmirinha é como a nossa avó, que não tem a obrigação de entender nada de muita coisa, de saber quem é quem nos reality shows e nem mesmo de lembrar o nome da… da… faca!


Se dividindo agilmente entre as “amiguinha” do sofá e a Sandrinha no ponto eletrônico, ela poderia ser a dona Maria Boleira que a gente sempre aciona pros aniversários de família ou a avó que tem as melhores histórias pra nos contar nos sábados à tarde regadas à bolinhos de chuva infinitos. Mas com uma vantagem: não se leva a sério (feliz dos apresentadores de programas de TV que ainda fazem isso).


Rainha do CQC, recebeu uma homenagem ultra merecida quando apresentou seu Top Five de gafes próprias e ainda apareceu na bancada do Tas com terninho e gravata pretas, como se fosse o pug do MIB (inclusive suas tentativas de imitar o Marco Luque no “Top Five Two” causou a mesma sensação do “Who Let The Dogs Out” do filme). Enfim, depois de me fazer chorar na entrevista pro Jô, de ganhar uma página de entrevista na Folha de São Paulo, de ser estrela no programa da Hebe da semana passada e até apresentar prêmio no VMB, Palmirinha é lenda. 80 anos são poucos pra ela. E ela nem precisou das pernas da Hebe pra arrebatar nossos corações.


Que o TV Culinária vai continuar no Top Five, não resta dúvidas, até porque talvez só eu, no mundo inteiro, seja tão desastrado e capaz de quebrar TUDO o tempo todo como a Viviane Romanelli. Mas eu só espero que a Palmirinha cale a boca do Boninho que a acha muito velha pra ainda trabalhar na televisão (em tempos onde os grandes destaques da novela das 8 já passaram dos 70 há tempos) e vire uma persona nas redes sociais digna de concorrer com Ângela Bismarchi e seus mandamentos do sexo. Já pensaram se ela vira nossa Sue Johanson?


E pra fechar, a melhor homenagem que já fizeram pra ela:



quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Post especial: "Happy Hour" - inclusão nas escolas

A intenção desse blog, desde o começo, foi comentar televisão e qualquer coisa que possa estar relacionada a ela. E como o próprio subtítulo diz, com uma visão beeem particular das coisas. No geral eu tento ser leve e até um pouco engraçado, porque é essa a forma como eu costume lidar com as coisas na vida. Mas por vezes isso não é possível. Meu post sobre “A Liga” já tinha um tom mais sério e o do “Superpop”, ainda que começasse sacaneando o programa, teve um tom de crítica além do normal.


Apesar disso, o intuito não é fazer críticas sociais ou levantar bandeiras, só compartilhar o que eu vejo e o que eu acho sobre isso. E em contraponto ao Superpop já citado, semana passada eu pude assistir ao Happy Hour, programa da Astrid Fontenelle no canal à cabo GNT (e Deus abençoe as esteiras da academia providas de TV, porque todo mundo sabe que minha rua ainda não tá cabeada – ALÔ, NET!!!) e o tema era inclusão social de crianças portadoras de necessidades especiais nas escolas.


Eu não tinha postado até então, porque achei mais útil colocar um link do programa pra quem tivesse interessado em assistir do que repetir um discurso. Mas não achei no You Tube e a Globo.com não disponibilizou nem pra quem é assinante. Mas eles disponibilizaram a matéria que iniciou o debate e vale a pena ver:




Entre mães de crianças especiais e profissionais de educação, os principais recados dados nesse programa são:

1. Inclusão começa dentro de casa.

2. Inclusão não é uma coisa fixa e determinada porque nada na vida é fixo e determinado.

3. No convívio escolar, a ajuda entre as crianças é mútua.


E o recado final é o de sempre: tolerância. E parabéns Astrid por ter conduzido a conversa de um jeito leve e esclarecedor, sem maquiar as dificuldades e pontuando o que de fato é importante na relação das pessoas com o que é diferente.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Abafa! Tô passada!



Olha, hoje me veio à cabeça fazer uma série de posts sobre o que a gente vê na TV aberta durante a semana à noite, a começar por segunda-feira (e olha que num dia com Dani Calabresa na Hebe, CQC podendo voltar a comentar política com humor mas aproveitando pra constranger Fábio Assunção e estréia de Marília Gabriela no novo “Roda Viva” entrevistando Eike Batista, o tema seria prato cheiíssimo), mas o vício zapeante fez meu controle remoto bater no Superpop por 30 segundos. O suficiente pra irritação virar meu estômago. Again.

Eu comecei a assistir Superpop (com a Gimenez, porque na época da Galisteu via sempre) há uns 4 anos pra ter assunto no almoço, porque um cara inteligentíssimo e peculiarmente engraçado que trabalhava comigo assistia o programa com um misto de diversão e estudo antropológico e sempre fazia os melhores comentários do mundo. Pois bem, desde lá a pauta gira em torno dos mesmos assuntos: bundas, ex-BBBs, conflitos de paternidade entre sub-celebridades (HAHAHA! They can’t get no satisfaction) e polêmicas envolvendo gays e evangélicos. Sem falar nos desfiles de lingeries (se bem que entram na categoria “bundas”). Entre os personagens recorrentes estão Gretchen e sua filha Thammy (em 3 categorias), Rosana Star (ex-paquito que virou travesti), mulheres-fruta (moda no último ano) e a musa sem profissão Renata Banhara. Eu, particularmente, sou INCAPAZ de vê-la sem mentalizar aquela voz do locutor debochado que sussurra dizendo “Renata Banhaaaaara... vaaai encaraaar?”.

Falar de bunda, todo mundo fala. Para ex-BBBs temos Sônia Abrão (os que sobram pro Superpop não interessam a mais ninguém). Conflitos de paternidade? Hello, Ratinho? Esse sim sabe fazer! Até porque com populares é bem mais engraçado (“e se for teu, e se for teu” e “parabéns pro papaaaaai...” são clássicos!). Sobra o que pra Luciana? O sensacionalismo! E pra isso, coloca frequentemente gays e evangélicos berrando uns contra os outros sem que nenhum deles seja capaz de sustentar um argumento, porque quem se presta a aparecer nesse freak show já perdeu o cuidado com a própria imagem há tempos (ou nunca teve) e nunca pensou em ter algum dever social.

É impressionante como até o “Fala Que Eu Te Escuto” da ungida Rede Record consegue ser mais ameno ao tratar desse assunto, mesmo com uma postura mais radical, enquanto o Superpop só sabe dar espaço (e isso é o que mais me indigna) à uma chuva de ignorância, falta de informação, desrespeito ao próximo enquanto cidadão, ofensas pesadas (todo mundo conhece Afanásio Jazadji, né?) e um armamento para o preconceito das classes menores que deixam a inclusão digital e o Orkut com vergonha.

Eu sempre o assisti como um programa de humor. Ver Vanusa tentando não errar a letra com as bolinhas pulantes dum karaokê no telão ou GC’s com pérolas como “Quem será o pai do fruto proibido da Mulher Maçã?” fazem minha veia bagaceira saltar mais feliz pré-sono. Mas ver pastores com botões a menos na camisa e gel no cabelo indo a orfanatos tentar convencer órfãos que a adoção por casais homossexuais é nociva, quando tudo o que eles querem é um lar, é de chocar demais! E a justificativa é sempre a porra da influência. Agora eu pergunto: quantos gays conhecemos que cresceram num lar com dois pais ou duas mães? E quantos foram criados dentro de uma família dita convencional?

Por mais que eu acredite no ser humano; em tempos de eleição com Tiririca perigando ganhar e minha vizinha de frente com um cartaz do ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha pregado no muro; fica muito complicado levantar uma bandeira enquanto programas populares no horário “nobre” continuarem tratando assuntos como esse como se tentassem incluir aberrações na sociedade. Sorry, Luciana... você pode até achar que está ajudando, mas Créu só serve pra justificar o quanto o produtor do seu shake investe em merchandising no seu programa.

O que me alivia é que, ao serem perguntados pela repórter se os argumentos do pastor os fariam mudar de idéia, os menores candidatos à adoção responderam com um simples e natural "Não".

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

"Me faz pequena, Asa Morena..."


Eu sou fã de reality shows de cantores desde o primeiro Fama. Nessa época eu ainda tinha vídeo cassete e gravava o programa todo sábado! Desde a estréia (ainda sou capaz de citar todas as apresentações) com apresentação de uma Angélica bem profissional e de um Toni Garrido que se sentia tão em casa que humanizou a Angélica (que de Fada Bela virou “Estrelas”). Lembro perfeitamente que uma lágrima literalmente pulou do meu olho quando a Nalanda cantou a primeira frase de “Nada por mim” do Cazuza, que a Vanessa Jackson cantando “Respect” da Aretha Franklin me deixou sem fala e que a Maíra Lemos e o Marcus Vinícius (fã número 1 da Maíra junto comigo) me embargavam cada vez que subiam no palco. Danny Nascimento nem se fala. Nasceu pra isso.


O próximo programa foi “Popstar” no SBT, mas a cara de produto fabricado by Rick Bonadio não me convenceu a torcer. Quando chegou o Ídolos, voltei a assistir fissurado. E passada a clássica primeira fase, o Pica Pau, vencedor da primeira edição, me fez chorar mais que a Nalanda e mais que a apresentadora que o abraçava, cantava junto e secava lágrima na manga do vestido na final.


Enfim, pula a mudança de emissora e outras 3 (foi isso?) edições e chegamos à que está no ar na Record, com jurados bem piores que os que ganharam fama no SBT: o afetado do Calainho que só sabe falar se a roupa tá um arraso, se o cabelo abalou ou se o conjunto tá um horrorrr; a blasé da Paula Lima com aquela sobrancelha arqueada, a voz de locutora de motel e o ar superior de quem nunca conseguiu terminar uma sílaba sem quase tossir (adorava antes do programa e até ignorava a aflição que me dava), e o Marco Camargo que, certeza, tentou ser popular na adolescência, não conseguiu e fica claro quando abre a boca o porquê (alguém aguenta as metáforas dele?). Pelo menos, pra nos salvar, tem Rodrigo Faro como apresentador.


Depois de uma porrada de gente dando truque Ed Motta na voz, de caricatas que usavam calça saruel e sandália de salto ou vestido florido e ankle boot e alternativos que não sabiam se eram inspirados na Cyndi Lauper ou na família Restart, chegamos aos 10 finalistas:


Já eliminados:

Agnes – achava meio sem expressão. Surpreendeu no final só.

Juliani – ná! Popstar teen demais.

Rodrigo – cantava sertanejo bem, tadinho... cumpria a função, mas era claro que se esforçava.

Tamires – botava banca de profissa e, apesar dos jurados acabarem com ela, fazia cara de quem tava cagando, agora que eles não tinham mais poder de eliminá-la. E cantou “Nossa Canção” lindamente! Não sei porque tão saiu cedo...


Os que ainda constam (até o fechamento dessa edição! Hahahahaha!):

Maria Alice – de tão corretinha e perfeitinha, chega a ser chata. Meio Sandy moderna.

Romero – é tipo um Alexandre Pires bem nascido (meio pretensioso, mas ótimo).

Israel – pequeno, super talentoso, tem tudo pra fazer sucesso com o público sertanejo (de raiz, não os fãs de Luan Santana). O que fode é que canta com a língua pra fora.

Tom Black – me emociona muito, canta com o coração, mas a sem-noção da Paula Lima disse (em outras palavras) que o quer como vocalista do Ara Ketu porque canta black music falando português corretamente (nessas palavras). Ídolos, né?

Nise – comecei achando caricata, meio Ana Carolina com atitude pseudo-fodona. Me dobrou no meio e tem até licença poética pra desafinar. Hoje, toda ousada, cantou “A Lua Que Eu Te Dei” da Ivete num arranjo foda e foi AR-RE-PI-AN-TE.

Chay – anota aí: 9308-1751 ;)


Enfim, falta pouco pra final, mas a gente sabe que sucesso aqui independe da vitória e que apesar de únicos lembrados, Vanessa Jackson e Pica-Pau (não lembro o nome de verdade) não fizeram mais sucesso que Roberta Sá. Ainda assim eu, o Pollyanno do reality show, torço pra que Tom ou Nise (ou Chay ou Israel, vai) cheguem lá.